Olhos nos olhos, corpos bem alinhados, passos harmoniosos respeitando a melodia. È cada vez maior o número de casais que, animados com a repercussão de programas de televisão, investem numa forma de melhorar a qualidade de vida: a dança de salão.

  Para o coreógrafo e dançarino Renato Mota, a procura pelas danças de salão vem crescendo de uns quatro anos para cá. “temos aproximadamente 300 alunos que freqüentam a escola e um total de dois mil alunos por mês, pois também dou aulas em 10 unidades da rede Sesc”. Para Renato Mota, a dança de salão tem um papel de desinibir as pessoas. “No começo, os alunos são mais tímidos, e, com o passar de tempo, ficam mais motivados e desinibidos. A dança funciona como uma terapia”.

  Foi com o propósito de melhorar a qualidade de vida que o funcionário público, Orlando Aparecido da Silva decidiu fazer dança de salão. “Sempre tive vontade, mas nunca havia oportunidade para fazer. Depois que vi o programa do Faustão na tevê e o Renato Mota foi até a firma falar de dança, reuniu um grupo de amigos do trabalho e há um mês fazemos aula”, comenta,

  A colega de trabalho, Sandra Regina de Abreu, encarregada de Departamento Pessoal, diz que curte gafieira e na dança encontrou uma maneira de sair da vida sedentária sem partir para a ginástica propriamente dita. “como não gosto da academia de ginástica, encontrei na dança uma forma de diversão e qualidade de vida”, diz animada.

  Além da descontração da aula, o aprendizado da dança de salão incentiva a vida social de quem pratica e o convívio entre os casais funciona como terapia. “Na escola nós estimulamos esse contato entre os grupos, então, cria-se um ambiente de amizade muito bom. Há grupos que marcam balada em clubes para estreitar esse contato. É muito saudável”, ressalta Renato Mota.

  Com pouco mais de um mês de aula, a gerente de Recursos Humanos, Eliana Lira, sente essa união. “Depois que comecei fazer dança minha vida melhorou. Estou mais elétrica, com mais vontade e disposição para a vida”, diz a aluna que adora gafieira e forró.

  Segundo o coreógrafo Renato Mota, não existe dança mais difícil do que a outra. “A dificuldade é igual para todos os ritmos. O que existe é uma diferença na forma de aprender determinado ritmo”, observa..“Há ritmo que exige pensar mais, como o tango, que na verdade é tão simples de aprender quanto o bolero, mas exige um grau de concentração maior”, explica.

  Num mundo em que quase tudo é virtual com e-mails, sites e até namoros a distância a dança de salão resgata o convívio pessoal e prova que o ser humano quer estar junto. 
 
ORIGEM DAS DANÇAS

  As primeiras danças de casais chamavam-se danças sociais e surgiram na Europa no século XIV. Na época, somente a corte, formada por nobre e aristocratas, dançam-nas. A popularização das danças sociais só ocorreu em 1820, com o chamado minueto.

  Samba- Nasceu da influência de rimos africanos. Apareceu primeiramente na Bahia e posteriormente no Rio de Janeiro. A palavra samba vem de ‘semba’, que significa umbigo na língua de Angola, por isso, o ritmo também ficou conhecido como umbigada.

  Salsa- Surgiu na zona rural em Cuba. No início, os pares ficavam soltos. Somente com a chegada dos franceses ao país, no final do século XVIII, o ritmo passou a aproximar os casais.

  Forró- Mistura de ritmos africanos e europeus, a origem do termo forró é controversa: há quem diga que vem da palavra inglesa “for all”, que significa ‘para todos’. Há ainda os que afirmam que a origem vem do africano “forrobodó”, que significa festa, bagunça.

  Xote- De origem européia, o ritmo surgiu nos salões da corte, no final do século XIX.

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