Realizar movimentos repetitivos diariamente, sem ânimo e sem novos atrativos, é chato e desestimulante. Por culpa da monotonia, muitas pessoas largam a academia e perdem a chance de ganhar uma saúde melhor. Se, para seguir em frente, é preciso encontrar um esporte que agrade, a dança surge como a melhor solução e é consenso entre fisiologistas e professores de Educação Física. Lúdica, animada, com ritmo controlado pelo praticante e boa para a saúde física e mental, a dança pode ser tão benéfica para o indivíduo que precisa emagrecer e ganhar tônus muscular quanto para uma senhora em busca de momentos de relaxamento.

“Excelente, a dança mexe com o corpo inteiro de forma a não colocá-lo em risco”, explica Renato Romani, médico do esporte e pesquisador do Centro de Estudos de Medicina da Atividade Física e do Esporte da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Como a atividade é extremamente lúdica e unicamente controlada pelo próprio corpo, o indivíduo pode parar de praticá-la imediatamente caso se sinta cansado demais. È por conta dessa vantagem que a dança pode ser seguida até por sedentários

Está ofegante? É só reduzir o ritmo ou parar, sem a preocupação de ter de terminar uma série ou sair machucado ou com dor. Na dança, sem perceber, pratica-se o autocontrole.

A dança pode ajudar a emagrecer, reduzir o nível de colesterol e trabalhar o sistema cardiovascular, desde que sejam respeitados os níveis adequados de trabalho aeróbico de cada indivíduo. “Trabalhamos a coordenação, o ritmo, a consciência corporal, a flexibilidade e a força, entre outros aspectos que envolvem o corpo”, afirma Aline Nogueira Haas, professora da Faculdade de Educação Física e Ciências do Desporto da Pontifícia Universidade  Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS)nas disciplinas de Expressão Corporal e fundamental na Atividade Rítmica e Dança, e coordenadora e professora do Curso de Especialização em Dança da mesma universidade.

Além desses benefícios, Alina Haas lembra que a dança também pode auxiliar na melhora da auto estima e da auto imagem do indivíduo. Dançando, o praticante se sente melhor, mais alegre e com mais energia para realizar as atividades da vida diária. “A dança ajuda a espairecer e funciona como uma hora da pessoa com  ela mesma, complementa Renato Romani. Embora o gasto energético e o trabalho cardiovascular proporcionados pela dança dependam do ritmo e estilo escolhidos- axé é mais rigoroso que a dança de salão-, nos exemplos mais simples os resultados são positivos para a saúde.

“Até mesmo uma aula de valsa é excelente, pois, durante o período em que se realiza a atividade, existe um deslocamento e é gerado um movimento”, analisa o especialista. De uma única vez, a dança faz o indivíduo evoluir física e tecnicamente. Apesar de não existir um limite de dias para se praticar, Renato Romani sugere combinar três vezes por semana de aula de dança com dois de caminhada. É claro que, para chegar a dançar ritmos nordestinos mais agitados, como axé, é preciso estar muito bem condicionado e ter um nível de intensidade que não vai ocorrer da noite para o dia. “Primeiro é preciso muito treino para depois participar de torneios ou pular feito um dançarino profissional”, orienta. 
 
 Qual estilo fazer – Não existe a dança mais apropriada, pois a atividade proporciona benefícios físicos, psíquicos e sociais de forma geral. Aline Haas enumera muitos estilos, como dança de salão, balé clássico, dança moderna, dança contemporânea, jazz, danças folclóricas, street dance e dança do ventre entre as boas opções .”O indivíduo deve escolher o estilo com o qual se identifique mais”, sugere.Para fazer a atividade render mais, o melhor é ter a orientação de um  profissional.Embora ocorra mais por lazer e divertimento, a dança despretensiosa  alegra a mente e distrai, tornando a atividade altamente prazerosa. No entanto, a dança pode ser um risco para que sofre de osteoporose, reumatismo, problemas nas articulações ou na coluna de forma geral.”Com o ânimo, uma senhora de 70 anos

com osteoporose pode levar um tombo e acabar sofrendo as conseqüências”, explica Renato Romani. Para evitar problemas, a recomendação é passar previamente por um ortopedista ou reumatologista e conversar com o professor para saber qual o tipo de dança e aula é mais apropriado para o problema em questão. 
 
Biodança ganha espaço 
 
O termo significa “dança da vida” e foi criado pelo antropólogo e poeta chileno Rolando Toro Arañeda, que buscava trabalhar a evolução física, mental e emocional por meio da dança, do canto e do contato entre indivíduos. Com o tempo, a biodança foi ganhando espaço e, hoje, é muito usada por profissionais que desejam tratar problemas como a timidez, obesidade e dependência química, indicada por proporcionar desenvolvimento mental e emocional por meio de movimentos induzidos pela  música, a biodança estimula o sistema límbico hipotalâmico, que controla as vivências, emoções, impulsos e instintos. A Técnica pode ser praticada por qualquer pessoa, independentemente da idade, com melhorias físicas, psíquicas e sociais.

 

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